terça-feira, 16 de junho de 2009

Nascer da Água e do Espírito - João 3:1-8



O Evangelho de João é atribuído ao próprio João que é conhecido como um dos mais íntimos discípulos de Jesus, e a quem ele confiou o cuidado de sua mãe no momento de sua morte (Jo. 19,27). É um dos últimos livros do Novo Testamento a ser escrito e surgiu na cidade de Éfeso. A data em que foi escrito é incerta, mas provavelmente foi escrito na última parte do primeiro século. João escreveu também as três epístolas que levam o seu nome, I João, II João, III João e o livro das Revelações (Apocalipse). Foi o único apóstolo de Jesus a morrer de morte natural, os outros morreram de mortes trágicas e horrendas.

Uma das características do Evangelho de João é revelar realmente quem é Jesus Cristo de uma forma muito profunda. É considerado por muitos como o livro mais teológico e espiritual da Bíblia.

João registra oito milagres de Cristo. Seis destes se encontram só neste Evangelho. A água transformada em vinho, 2:1-11; a cura do filho do funcionário do rei, 4:46-54; a cura do homem no tanque, 5:1-9; o cego de nascimento, 9:1-7; a ressurreição de Lázaro, 11; a segunda pesca milagrosa, 21:1-6.

Nicodemos era Fariseu, “um dos principais dos judeus” e foi à noite ter com Jesus. Ele fazia parte de uma seita religiosa muito conservadora. Nicodemos não era uma pessoa qualquer, mas um Líder no meio dos Judeus. Segundo a história era um homem rico, pois comprou 100 libras de mirra e aloés para juntamente com José de Arimatéia outro fariseu convertido, ungir o corpo de Jesus, preparando-o para o túmulo (João 19: 38-40).

No verso 2, Nicodemos se dirige a Jesus, o qual não se intimidou diante das palavras gentis. Mesmo sabendo que era um dos grandes de Israel, olhou de frente para aquele líder religioso, competente e conceituado e lhe fez uma exigência espiritual: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus”. (V. 5)

No verso 4, fica claro que Nicodemos não conseguiu entender as Palavra de Jesus mesmo sendo Líder em Israel e conhecedor da Palavra.

O novo nascimento é por meio da água e do Espírito!

O profeta Ezequiel sobre este assunto disse o seguinte: “Então espargirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” (Ezequiel 36: 25- 27).

Nascer da água é o mesmo que nascer da palavra: Jesus é o Verbo de Deus, ou seja, a Palavra encarnada (João 1: 14). Sobre este aspecto Paulo escreveu: “Para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra...” (Efésios 5: 26) “Se alguém tem sede, vem a mim e beba” (João 7: 37). Jesus é a água que produz vida naqueles que são purificados por Ele, ou seja, naqueles que crêem.

Nascer do Espírito é o mesmo que nascer de Deus, visto que, Deus é Espírito e aqueles que d'Ele são nascidos recebem um novo espírito e um novo coração. Portanto, “...o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3: 6), e os que crêem recebem poder para serem feitos filhos de Deus!

Há uma ordem específica para se nascer de novo? Sim! Primeiro o homem nasce da água, depois do Espírito! Como?

Primeiro o homem precisa ser lavado pela Palavra de Deus para ser limpo (ser molhado por Deus com água limpa, aspergido). Quanto mais o homem se deixa ser lavado, mais acesso tem aos mistérios de Deus.

O homem só nasce do Espírito e tem acesso ao poder de Deus depois que ouve a Palavra da verdade, conforme Paulo escreveu a Tito: “... Ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração (àgua) e da renovação pelo Espírito Santo (Espírito)” (Tito 3: 5).

Os que de Deus são nascidos, são renovados pelo Espírito Eterno, recebendo um coração de carne em lugar do coração de pedra e um novo espírito Sl. 51: 10.

Se você ainda não experimentou deste novo nascimento, este é o teu dia, este é o teu momento. Se humilhe agora diante de Jesus, reconheça os seus pecados, se arrependa e procure uma Igreja Evangélica para confirmar sua decisão e para aprender com mais profundidade o plano de salvação para sua vida.

Deus abençoe com toda sorte de bençãos sua vida..!

Mensagem pregada na Shekináh na noite do dia 07/06/2009
Pr Lincoln Lózer

Vinho Novo em Odres Novos – Mateus 9:17



Mateus que tinha por sobrenome Levi, era um coletor de impostos (publicano) judeu, trabalhava para o governo romano. Por colaborar com os romanos, que eram odiados pelos judeus como dominadores estrangeiros, Mateus, como todos os publicanos, eram desprezados por seus compatriotas. Apesar disso, Mateus reagiu positivamente à chamada singela que Cristo lhe fizera para seguí-lo. Mateus apresenta Jesus como o cumprimento da esperança profética de Israel. Ele cumpre as profecias do Antigo Testamento, a saber:

• O modo como Jesus nasceu;
• O lugar do seu nascimento;
• O seu regresso do Egito;
• Sua residência em Nazaré;
• O território principal do seu ministério público;
• O seu ministério de cura;
• Os seus ensinos por parábolas;
• A sua entrada principal em Jerusalém;
• A sua prisão;


O Evangelho de Mateus é o único onde podemos encontrar por duas vezes a palavra “igreja”. Nestes dois lugares são palavras de Cristo, mostrando que Ele tinha uma idéia definida da igreja como instituição futura. O propósito do fato de que estas duas expressões do Senhor fazem parte de Mateus pode indicar que este evangelho foi escrito para uma igreja nova e em luta, com necessidade de estímulo e disciplina. A tradição afirma que Mateus pregou na Palestina por doze anos, depois da ressurreição de Cristo, e que depois foi pregar em outras terras, mas quanto a isso não há certeza.

Quando Jesus proferiu as palavras do verso 17, Ele estava fazendo menção ao fato de que as coisas novas, referente ao Reino, que estava ensinando aos judeus não poderiam ser armazenadas nos velhos costumes deles. Os judeus eram extremamente religiosos, e Jesus veio para quebrar paradigmas, costumes, tradições e trazer um novo tempo, um tempo em que uma nova unção repousaria sobre a sua igreja. Deus quer nos levar a um novo nível de glória, e em um novo nível de glória não se pode ficar com velhas estruturas.

Vejamos a partir de agora o que são odres, e porque que o vinho novo só pode ser armazenado em odres novos. Odres são peles (de porco, carneiro ou outro animal) confeccionadas na forma de um saco para reter líquidos. No entanto os odres quando novos eram flexíveis e macios, mas quando envelheciam perdiam a elasticidade e a capacidade de expandir. Ainda hoje é usado de diferentes maneiras em diversas regiões do mundo.

Quando, na antiguidade, se fazia vinho, era comum colocar o suco de uva em odres novos, porque estariam livre de toda matéria residual fermentadora. Mas, se o vinho novo fosse colocado em odres velhos, o vinho novo começaria mais facilmente a fermentar por causa dos resíduos fermentadores existentes nos odres. À medida em que o suco fermentava, liberava gás que, por não ter por onde escapar, ia enchendo o odre que, com a pressão, se rompia perdendo tanto o vinho quanto o odre.

Vinho novo fala de unção nova. Deus tem um vinho novo para derramar sobre a igreja do tempo do fim. E a condição para que esse vinho novo seja derramado é que os odres, que são os nossos corações, sejam primeiramente renovados. Este é o tempo, esta é a hora de transformação, de renovação de vida, de avivamento, para que o vinho novo nos seja acrescentado. O que Deus tem pra fazer com você é inédito, é algo novo, e grande, o Senhor vai te surpreender.

Nada irá impedir que o vinho novo seja derramado sobre a sua vida. Se abra para o novo de Deus, vinho novo deve ser posto em odres novos, não de uma vez por todas, mas repetidamente e periodicamente, mas para isso é necessário atualização constante, renovação radical dos odres. O mundo não se interessa mais por odres velhos, uma igreja que não vive um evangelho vivo, que não faz a diferença não desperta o interesse do mundo.

Que o seu odre a cada dia seja renovado, e que o vinho novo seja derramado sobre ti até transbordar!

Mensagem pregada na Shekináh na noite do dia 04/06/2009
Pr Diogo Lózer

terça-feira, 9 de junho de 2009

Pedro Nega a Jesus – Lucas 22:54-62



Antes de Jesus ser condenado e crucificado, passou por seis julgamentos. Três diante dos judeus e outros três diante das autoridades romanas. O primeiro julgamento foi diante de Anás, o antigo Sumo Sacerdote. Em seguida Jesus foi levado para a casa de Caifás, o Sumo Sacerdote Oficial naquela época (Mt. 26:57).

Foi durante o segundo julgamento de Jesus diante dos judeus, na casa do Sumo Sacerdote Caifás que Pedro negou a Jesus três vezes.

Mas, como isso aconteceu?

1º - Pedro não levou a sério as advertências de Jesus: Em Lucas 22: 31-34 Jesus revela a Pedro a fúria de Satanás contra a sua vida e o deixa ciente de Sua proteção. Pedro promete em seguida aquilo que não estava preparado para cumprir: Ir com Jesus até a morte. No verso 34, Jesus afirma que Pedro o negaria por três vezes antes que o galo cantasse.

2 – Pedro não vigiou e orou conforme Jesus o havia instruído no Getsêmani. Em Lucas 22: 39-46 Jesus leva os Seus discípulos ao jardim, local onde sempre se reuniam para orar, mas agora, nesta ocasião, Jesus estava aflito e angustiado até a morte e ordenou no v. 40: “Orai e vigiai, para que não entreis em tentação” e se afastou para orar. Quando Jesus retornou os achou dormindo de tristeza. Pedro não se preparou, pois não entendeu as Palavras de Jesus, por isso estava totalmente despreparado para os ataques de Satanás.

3 – No verso 54 a Palavra nos diz que Jesus depois que foi preso deixou o jardim e “Pedro o seguia de longe”. Esse foi o passo seguinte para sua derrota. Seguir Jesus de longe é um dos passos para a derrota, para o fracasso, para a ruína.

> Pedro negou a Jesus para uma das servas do Sumo Sacerdote
> Negou novamente para outro servo
> E pela terceira vez negou a Jesus a um parente de Malco, aquele pelo qual o próprio Pedro havia cortado a orelha ainda no jardim.

No verso 60 o galo cantou e, em seguida, Jesus sendo levado para o próximo julgamento voltou-se para Pedro e o fitou. O olhar de Jesus para Pedro quebrantou o seu coração, ele lembrou-se das suas Palavras e saindo dali chorou amargamente em arrependimento.

Salmo 51:17 nos diz: “Coração compungido e contrito, não o desprezarás ó Deus”.

Quando se arrependeu Pedro foi restaurado. Na manhã da ressurreição o anjo enviou uma palavra especial de ânimo para Pedro (Mc. 16:7) e no mesmo dia o próprio Jesus apareceu a ele (Lc. 24:34).

Em algum momento de nossa caminhada todos nós já ouvimos o cantar do galo, por alguma falha que cometemos. Muitos estão nas igrejas evangélicas, mas ainda como Pedro não assumiram a sua identidade com Jesus. Negam-no com o testemunho de quem ainda não nasceu da água e do espírito diante das pessoas.

Quem sabe agora neste momento você está se sentindo justamente como Pedro naquele momento depois de ter negado o Mestre. O cantar do galo tem uma conotação espiritual de derrota, de infidelidade, de uma vida de aparência, mas esse não é o desejo de Deus para você meu querido(a). Certamente não é o fim da linha pra você!

A última Palavra é do Senhor Jesus Cristo!
Levante-se e erga a sua cabeça!
Deus tem vitórias pra você!

Mensagem pregada na Shekináh na noite do dia 02/06/2009
Pr Lincoln Lózer

terça-feira, 2 de junho de 2009

Imposição de Mãos – II Timóteo 1:6



Poucas vezes se ouve em nossos dias estudos ou mensagens sobre o tema “imposição de mãos”, mas ele é um dos rudimentos da fé cristã. Ao que parece, a igreja primitiva incluía esse assunto em seu discipulado básico. Esta era uma das coisas que um novo crente aprendia logo, na teoria e na prática. O que seria isso? A imposição de mãos é o ato de colocar as mãos sobre alguém ou alguma coisa com a intenção de transferir uma verdade espiritual. Há gestos físicos que têm grande significado espiritual. Quando nos curvamos ou prostramos, por exemplo, estamos nos submetendo a alguém. Por isso a Palavra fala para não o fazermos diante de ídolos, pois isso seria uma infidelidade para com Deus. É nesse sentido que a imposição de mãos se torna uma prática poderosa. Segundo o ensino bíblico, as mãos representam a extensão da própria pessoa e, colocadas sobre alguém, tem o poder da transferência ou da impartição. Isso quer dizer que quando alguém impõe as mãos sobre outra pessoa com um objetivo espiritual, estará de fato lhe transmitindo algo.

Quando Jesus foi manifestado na carne, trouxe consigo os sinais do Reino de Deus. Os milagres foram apresentados como evidências de que Jesus era o Messias e estes milagres quase sempre eram operados através da imposição de mãos. É interessante notar que, além de estar abençoando pessoas, Jesus estava formando discípulos. Cada ministração sua era uma “aula prática” de como operar o poder de Deus. Por isto, os apóstolos depois de sua partida continuaram praticando e ensinando a imposição de mãos como algo eficaz de se transmitir benção.

Na realidade, há um princípio espiritual que é liberado quando em fé impomos as mãos sobre alguém. Essa verdade é tão forte, que satanás procura imitá-la para o implemento do mal. Nos terreiros, nos rituais de feitiçarias e mesmo nas práticas de Nova Era há uma ênfase forte no assunto. Como sempre, os demônios tomam verdades de Deus e as distorcem, com o fim de enganar e prejudicar as pessoas. Concluímos então que, pelo fato de haver um poder de transferência quando mãos são impostas com motivações místicas ou espirituais, não podemos permitir que servos do diabo ou pessoas mal intencionadas coloquem as mãos sobre nós. Por outro lado, quando nós, servos de Deus nascidos de novo, impomos as mãos sobre alguém (ou sobre algo), temos o poder de liberar as virtudes do Senhor sobre o objeto da nossa ministração. É como se as nossas mãos fossem a extensão das poderosas e bondosas mãos de Deus.

Vejamos agora alguns objetivos da imposição de mãos:

Transferindo a benção – O sentido mais básico do uso da imposição de mãos é o de se transferir a benção de Deus, seja de uma forma geral ou específica. Jesus o fazia para abençoar as crianças. Desde o Antigo Testamento vemos esta prática. Os patriarcas a usaram. Em Deuteronômio 28:8 diz que o Senhor mandará que a benção esteja nos nossos celeiros, e em tudo que pusermos a nossa mão.

Curando os enfermos – Outro objetivo da imposição de mãos é a cura de enfermos pelo poder de Deus. Jesus o fez, como já vimos anteriormente e os apóstolos também. Aliás o Mestre determinou: “Estes sinais seguirão os que crêem: Em meu nome, expulsarão demônios, falarão novas línguas... se impuserem as mãos sobre os enfermos, eles ficarão curados” (Mc 16:17).

Ministrando o Batismo no Espírito – O Batismo no Espírito Santo pode acontecer espontaneamente, como foi o caso de Pentecostes e que estavam na casa de Cornélio, sem intervenção humana. Mas na maioria das vezes acontecerá através da ministração com imposição de mãos.

Delegando autoridade e separando ministérios – Outro aspecto da imposição de mãos é a ordenação de ministros para a obra de Deus e a delegação de autoridade espiritual. Este é talvez o sentido mais comprometedor, pois através da imposição de mãos pessoas recebem autoridade e se não estiverem prontas para isso, causarão prejuízos no Reino de Deus. É importante notar que isso sempre é feito por autoridades constituídas e não pelos crentes em geral.

Podemos chegar a conclusão de que há um tremendo poder quando, em fé, colocamos nossas mãos sobre alguém. Porém, devemos buscar fazer isso considerando os princípios da palavra e aquilo que o Espírito revela aos nossos corações.

Deus te guarde sempre!

Mensagem pregada na Shekináh na noite do dia 28/05/2009
Pr Diogo Lózer

domingo, 31 de maio de 2009

Onde estão os Nove? – Lucas 17:11-19



Somente Lucas descreve este acontecimento da cura dos dez leprosos. Lucas é o Evangelho mais pormenorizado, pois preocupou-se em investigar e registrar tudo o mais metodicamente que lhe foi possível. Segundo a tradição, Lucas evangelizou o sul da Europa e foi martirizado na Grécia aos 84 anos de idade. Por falta de cruz, foi pregado numa figueira.

Jesus estava indo a Jerusalém para ser crucificado. No caminho, passando pela Galiléia e Samaria, entrou numa aldeia (17.12). Era um pequeno povoado, tão insignificante que nem o seu nome foi citado.

Na entrada da cidade, Cristo encontrou dez leprosos, os quais pararam de longe. Por quê eles não se aproximaram? A lei determinava que o leproso ficasse isolado da sociedade por causa do seu mal contagioso (Num. 5.2). Logo que a doença era diagnosticada, ele perdia a família, os amigos, o emprego e os bens. Certamente, perdia também a auto-estima e a alegria de viver.

Hoje, da mesma forma, muitas pessoas se encontram arrasadas, sem Deus, sem paz, sem esperança. Precisam encontrar Jesus com urgência. Ali estava um grupo de dez leprosos que encontraram Jesus. Aliás, foi ele quem os encontrou. Eles jamais poderiam fazer uma caravana rumo a Jerusalém em busca de Jesus. Seriam impedidos com violência pela população. Entretanto, Cristo foi àquela cidade por causa deles. Contudo, suas vidas mudaram completamente porque tiveram um encontro com Jesus. Nenhum outro podia curá-los, mas Cristo podia. Ele á a única esperança para o homem.

O texto mostra que aqueles leprosos sabiam quem era Jesus. As notícias já tinham chegado àquele lugar. Entretanto, não basta ter informações sobre Cristo. É preciso conhecê-lo. Eles criam que Jesus podia curá-los, mas a fé precisa ser colocada em ação. Por isso clamaram: "Jesus, Mestre tem misericórdia de nós" (17.13).
Então, o Mestre lhes deu uma ordem: "Ide, e mostrai-vos ao sacerdote" (17.14). O sacerdote era responsável pelo diagnóstico. Era ele quem podia confirmar a cura. Aqueles homens, ainda leprosos, precisavam obedecer para serem abençoados, e não o contrário. Sua fé precisava estar além das evidências visíveis. Ainda tinham todos os sintomas da doença, mas deviam obedecer à voz do Mestre, sem questionamentos. Quem sabe naquele momento um deles se olhou e disse aos outros: “Mas nós ainda estamos leprosos, ainda não fomos curados. Porque então devemos nos dirigir ao templo e ao sacerdote, correndo o risco de adentrarmos na cidade e sermos violentados pela população?” O segredo do Milagre é a Obediência. Quando obedecemos mesmo que os nossos olhos não consigam ver fisicamente a concretização da promessa, em seguida a resposta chega.

A obediência demonstra a fé. "E, indo eles, ficaram limpos" (17.15). Não adianta crer e ficar parado. Em muitas situações, a ação deve acompanhar a fé. Então, os dez leprosos foram curados.

Vendo que estava limpo, um deles voltou para louvar (17.15), agradecer (17.16) e adorar (17.16), prostrando-se perante Jesus. Ele glorificava a Deus em alta voz. Louvando ao Pai, reconhecia que em Jesus operava o poder de Deus. Imediatamente, Jesus perguntou pelos outros nove que foram curados. Não voltaram para agradecer. Cometeram o pecado da ingratidão. Jesus valoriza o louvor, as ações de graças, a adoração, mas, acima de tudo, ele queria ver aquelas pessoas perto dele, rendidas aos seus pés.

Onde estavam os nove? Foram se mostrar ao sacerdote, receberam o atestado de cura e correram para retomarem a normalidade de suas vidas; talvez tenham ido à procura da família, do patrimônio, dos amigos. Foram procurar um emprego, etc. Não tinham mais tempo para Jesus. Talvez pensassem que não precisavam mais dele. Para eles, Jesus era um abençoador, um curandeiro. Sabiam que ele era Mestre (17.13), mas não estavam interessados em seus ensinamentos. Queriam apenas a benção, o benefício físico, pessoal e imediato. Muitos são abençoados e logo se afastam de Deus.

O ex-leproso que voltou demonstrou um nível maior de fé e reconhecimento. Hoje, muitas pessoas são curadas, abençoadas, mas poucas querem estar aos pés de Jesus. Poucos querem ter compromisso com ele, servindo-o como Rei, como Deus e Senhor. Cheguemo-nos a Deus, não apenas por necessidade, mas por gratidão.

Jesus disse àquele homem: "Levanta-te e vai; a tua fé te salvou". Agora, ele podia ir e fazer tudo o que os outros fizeram. Podia recuperar a normalidade de sua vida, mas de uma forma muito mais gloriosa do que os nove companheiros. Ele podia testificar que foi, não apenas curado, mas salvo. Podia dizer que viu Jesus, não de longe, mas de perto. Seu testemunho seria completo e eficaz. Foi transformado de corpo e alma. Recebeu benefícios temporais e também eternos.

Onde estão os nove? O Senhor procura aqueles que um dia foram abençoados e hoje estão distantes dele. É tempo de voltar, prostrar-se aos pés do Mestre, adorando-o de todo o coração.

Tome essa atitude agora, levante-se, Jesus te espera!

Mensagem pregada na Shekináh na noite do dia 21/05/2009
Pr Lincoln Lózer

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Igreja que Prevalece – Mateus 16:13-20



Jesus havia levado seus discípulos para a região de Cesaréia de Filipe, território gentio, ao norte da Palestina, cerca de 190 km de Jerusalém. Era uma região sob forte influência de várias religiões, lá, Herodes, o Grande, havia construído um templo em homenagem a César Augusto.

Em todo o capítulo 16 de Mateus Jesus além de mencionar pela primeira vez o nome “Igreja” (v. 18), também fala abertamente aos Seus discípulos de Sua morte na cruz (v. 21).

Jesus sabia o quanto o povo estava confuso sobre quem Ele era e por isso nos versos 13 a 16 faz duas perguntas aos Seus discípulos.

Quem diz o povo ser o Filho do Homem? Os discípulos responderam justamente o que a multidão afirmava. “Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos Profetas.”

Então Jesus olha novamente para os Seus discípulos e faz a segunda pergunta: E vós, quem dizeis que eu sou? Transfiro essa profunda pergunta pra você neste momento. Pra você quem é Jesus? O que Jesus significa pra você?

Para uma grande multidão Jesus é lembrado e invocado apenas nos momentos de intenso sofrimento, quando a situação financeira está a um passo do colapso, quando o exame médico detectou uma grave enfermidade, quando o advogado disse que não havia mais jeito, para outros Jesus é adorado e reverenciado porque é Deus acima de todas as bençãos que possa conceder. Para estes Ele se revela, pois a revelação de Jesus não é pela carne, mas pelo Espírito. O Espírito Santo que nos ensina todas as coisas através da Palavra que é o próprio Jesus Cristo e fará isso somente na vida daqueles que confessam a Jesus e vivem em obediência a Sua vontade.

Pedro cheio da revelação do Espírito Santo responde a pergunta de Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”

Em seguida no v. 18, Jesus afirma: “Tu és Pedro (grego: petros, pedra pequena), e sobre esta pedra (grego: petra, grande fundação rochosa) edificarei a minha Igreja...”

Os romanistas afirmam há séculos que Cristo estava afirmando a missão do Papa e o poder da Igreja, mas em Lucas 4:38 o próprio Jesus entra na casa de Pedro e cura a sua sogra que estava com febre muito alta. Logo entendemos que Pedro não poderia ser Papa pois era casado e tinha filhos. Também porque os próprios romanos martirizaram Pedro, crucificando-o de cabeça para baixo, pois o mesmo não se achou digno de ser crucificado como o Mestre, como nos diz a tradição. O próprio Pedro também afirma em I Pedro 2:5 que somos chamados de “pedras que vivem”, endossando as palavras de Jesus a ele. Pedro era a pedra pequena representando a Igreja, edificada sobre a grande edificação rochosa Jesus Cristo. A Igreja é edificada em Jesus e não em Pedro.

As portas do inferno não prevalecerão contra ela não quer dizer que o inferno não se levantará, que não vencerá em algumas circunstâncias de maneira parcial como se estivesse prevalecendo, mas que a vitória final sempre será da Igreja fundamentado na Rocha que é Jesus.

No verso 19 o Senhor dar a Pedro e aos Seus discípulos as chaves do Reino. Note que não são as chaves do céu, mas do Reino. Jesus se refere à autoridade e serviço, não a senhorio. Então esqueça a expressão popular de que São Pedro tem a chave do céu, pois foi um ser mortal, falho e dependente da salvação de Jesus como eu e você. A Palavra nos diz em Hebreus 2: 8, referente a Jesus: “Todas as coisas sujeitaste debaixo dos Seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do Seu domínio”. Tudo está sob o domínio de Jesus, até as chaves do inferno e da morte pertencem a Ele, quanto mais do céu onde é a Sua habitação. Pedro está na sepultura aguardando a ressurreição dos mortos, mas Jesus o único que ressuscitou, por isso é digno de toda exaltação e louvor.

Pedro recebe poder para ligar e desligar o Reino aqui na terra através do serviço, da pregação da Palavra. Mas este poder não foi concedido somente a Pedro, mas a Igreja em geral, foi concedido a você meu querido(a) que um dia aceitou a Jesus como único Salvador pessoal da sua vida. Veja o que Jesus disse em Mateus 18: 18: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus”.

Pedro estava apenas representando a Igreja. A Promessa é extensiva a toda a Igreja do Senhor Jesus. Tome posse meu querido(a). As portas do inferno não prevalecerão contra a tua vida, pois o Senhor é a grande rocha em quem tu estás firmado.

Confie no Senhor Jesus!

Deus abençoe sua vida abundantemente!

Mensagem pregada na Shekináh na noite do dia 16/05/2009
Pr Lincoln Lózer

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Armas Espirituais – II Coríntios 10:04



Paulo escreveu esta epístola a igreja de Corinto e aos crentes de toda a Acaia, identificando-se duas vezes pelo nome. Tendo Paulo fundado a igreja em Corinto, durante sua segunda viagem missionária, manteve contato freqüente com os coríntios a partir de então, por causa dos problemas daquela igreja. Corinto era uma antiga cidade da Grécia, e em muitos aspectos, foi a metrópole grega de maior destaque nos temos de Paulo. Assim como muitas das cidades prósperas do mundo de hoje, Corinto era intelectualmente arrogante, materialmente próspera e moralmente corrupta. O pecado, em todas as suas formas, estava infiltrando-se de forma assustadora nessa cidade de má fama. Juntamente com Priscila e Áquila e com a sua própria equipe apostólica, Paulo fundou a igreja em Corinto, durante seu ministério de dezoito meses ali. A igreja era composta de alguns judeus, sendo sua maioria constituída de gentios convertidos do paganismo.

No capítulo 10 de II Coríntios, Paulo está defendendo o seu ministério apostólico, pois alguns falsos apóstolos estavam atacando a sua autoridade apostólica em Corinto, tentando persuadir uma grande parte da igreja a rejeitá-lo. Paulo queria contestar e desmascarar os seus adversários que continuavam a difamá-lo.

Vejamos o que está escrito no verso 4; “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.” Mas, porque as armas da nossa milícia não podem ser carnais? É simples, tão somente porque com armas carnais não se vence inimigos espirituais. Se lutarmos com armas carnais ou humanas contra inimigos invisíveis estaremos completamente perdidos. Não Podemos jamais esquecer que estamos em uma guerra espiritual, e nessa guerra temos que usar armas espirituais para combater as fortalezas de satanás. Efésios 6:12 nos diz que a nossa luta não é contra a carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Muitas pessoas duvidam da existência do diabo. Acham que esse é um dos exageros ensinados nas igrejas evangélicas. Afirmam até que o mal existe porque é destino do homem sofrer. Precisamos entender que, de fato, as fortalezas inimigas são invisíveis, mas são reais, elas existem. Porém, não estamos desarmados ou indefesos nesta guerra contra estas fortalezas. Deus projetou o maior, melhor e mais poderoso arsenal de guerra do universo. As armas que Deus nos deu são poderosas, e isso nos dá a garantia de que triunfaremos no confronto contra as forças malígnas.

Ao usar a expressão fortalezas, Paulo está se referindo aos padrões de condutas construídos e solidificados nos pensamentos pela atuação dos demônios. A mente, que é o lugar de comando, a sede da alma, fica bloqueada, travada e prisioneira dos poderes satânicos. Os demônios, após construírem a fortaleza na mente, atacam o campo emocional, impondo também, controle total sobre a vontade. Mas, quando assumimos a nossa posição em Cristo, e recebemos d’Ele autoridade, passamos a usar as armas com destreza, e aí sim, podemos destruir as fortalezas do inimigo.

Sempre que surgir um desafio, enfrente agressivamente as forças das trevas, tendo sempre em mente, que o Senhor já te deu armas poderosas, sendo assim, Ele vai te mostrar qual estratégia ou método de guerra você deve usar.

Deus te abençoe grandemente!

Mensagem pregada na Shekináh na noite do dia 14/05/2009
Pr Diogo Lózer